sábado, 8 de março de 2008

Eficiência germânica

Ligaram do Goethe hoje de manhã para avisar que abriu uma turma nova no mesmo horário e com o mesmo desconto... olha só, seu Cônsul, veja bem , era uma brincadeira, entende? Eu não tava realmente falando sério, assim, de verdade. Eu nem li Fausto, né, para o senhor ver, né. Eu sou até bastante tímida, sabe? Sério, eu sou uma moça de família, seu Cônsul... olha só... O senhor não quer realmente que eu... não, o senhor não quer... né? Seu Cônsul...

sexta-feira, 7 de março de 2008

Garoto enxaqueca ces't moi

Scheisse!

Não acredito! Acabaram-se as vagas para a única turma de alemão na qual eu podia entrar! Era o único horário compatível em turma com o desconto para universitário, e ela lotou no primeiro dia! Que diabos eu vou fazer agora?! O curso normal custa o dobro e eu ainda tenho a tralha da faculdade para providenciar, ou seja, vou ter que vender o terceiro rim para conseguir fazer tudo! (Ou posso optar por uma carreira paralela, que bom que eu moro perto da Farrapos!). Sim, porque, sem condições! Absolutamente sem condições! Como é que eu vou fazer?! Acho que vou me oferecer para prestar favores sexuais ao cônsul da Alemanha. Ó, seu cônsul, eu não sou grande coisa, mas consigo ter conversas inteligentes nos intervalos enquanto o senhor se recupera. Eu também posso ler trechos do Fausto com uma voz lasciva, ou fazer uma performance fetichista do Anel dos Nibelungos, hein, que tal? Se o senhor me ensinar como se pronuncia, eu digo até Ich liebe dich!

: /

Humpf! Vou te contar...

O segredo da vida eterna

terça-feira, 4 de março de 2008

Ventou muito ontem?

segunda-feira, 3 de março de 2008

Pára um momento agora e abre a janela.
A brisa que bate de leve no teu rosto é um beijo meu.

Das coisas que aprendi

Nebulosas são berçários de estrelas.

: D

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Amores,

estou um pouco doente mas queria compartilhar com vocês uma coisa importante.
Hoje é um dia especial para trabalhar a Sexualidade Sagrada e a união entre homens e mulheres. Vários grupos estarão fazendo meditações voltadas para isso a partir das 21h30. Mas não é preciso fazer parte de um grupo para sintonizar nesse trabalho, sozinha/o mesmo você pode meditar, fazer visualizações ou qualquer outra atividade mentalizando essa união e a cura de todos os probelmas que existem entre nós. É legal trabalhar questões dos nossos relacionamentos, que podem ser com nossos pais, mães, irmãos, irmãs, amigos, enfim qualquer figura masculina/feminina que seja importante para a gente. Sexualidade é muito mais do que a relação em si, então quando eu menciono pais, irmãos, etc, estou falando de todas as questões de relacionamento que se controem aí e que depois se refletem na nossa vida adulta, com a pessoa com quem a gente escolheu para estar junto, ou com nossos relacionamentos com homens e mulheres em geral. Se você não estiver num momento propício para se trabalhar tão diretamente, direcione sua meditação/visualização/ritual para a cura das relações entre homens e mulheres de um modo geral, das relações entre pessoas específicas (não tente resolver o problema para elas, apenas ofereça amor e acolhida de modo a propiciar essa cura) ou das projeções masculinas e femininas da sua própria psique/mente/alma/personalidade ou com quer que você identifique essa parte de si mesma/o.
Observe seus pensamentos e procure levá-los para uma direção o mais amorosa possível.
Se você trabalha com chakras, concentre-se no cardíaco para guiá-la/lo.
Como me escreveu uma pessoa muito especial: "Vencer obstáculos sem bater de frente. (...) Não lutar, acolher. Não duvidar, confiar."
E eu estou precisando tanto disso.

Fiquem bem.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Quando LFV está assim, lembro do meu avô

Não costumo fazer isso, mas não resisto a copiar um trecho do jornal de hoje:

"O cérebro predisposto a ser comandado e a realidade das doenças psicossomáticas, de certa maneira, legitimam os milagres e desculpam o curanderismo. O aleijado que levanta e anda em transe religioso está sendo curado, não importa muito se da conseqüência de uma doença real ou do domínio obscuro da sua mente sobre os seus órgãos. Uma das igrejas neopentecostais distribui rosas mágicas entre os seus fiéis com o poder, atestado por fiéis, de curar até o câncer. Nossa primeira reação é a de lamentar essa exploração primária da fé ingênua, mas ela responde à fome de salvação e milagres com um símbolo de simplicidade. O inimigo é o complicado, o insondável. Contra todas as coisas inexplicáveis, o corpo, a mente, o sofrimento e a morte, uma rosa onipotente."

Quem entender isso, entende a melhor parte de mim.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Sorry, amores, não tô com o menor espírito de aparecer por aqui.
Se eu sumir por muito tempo é porque fui para a praia.
Fiquem bem.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Feliz ano novo!

Não, nem chorei. Nadaver. Foi só um cisco.
('brigada, Cris!)

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

As pessoas que eu amo

Me assusta quando as cicatrizes delas se tornam físicas.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Carlaval, carvanal, carnav... hein?!

Da série Diálogos

-... e aí a minha razão e a minha intuição me dizem coisas opostas, e eu não sei qual das duas seguir.
- A intuição, amiga, sempre a intuição. A tua razão nunca foi grande coisa.

: o

Sing Along

But I see your true colors
Shining through
I see your true colors
And that's why I love you
So don't be afraid to let them show
Your true colors
True colors are beautiful,
Like a rainbow

(True Colors, Cindy Lauper)
"Na verdade, minhas piadas são um teste de compatibilidade."

Flying Friend e a frase da noite.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Sem palavras

Vá até o blog do Nelson e leia o post Pouca vergonha.

Personal Record

Três dias sem reclamar.

: D

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Roubado de um blog que já não existe mais

"I used to be schizophrenic, but we're OK now."
I went to a restaurant that serves "breakfast at any time." So I ordered French Toast during the Renaissance.

Steven Wright

“If you hear hooves, don't think zebras!” - said the zebra wearing a coat and sunglasses.

Fonte da imagem.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

"Eu escrevo como se fosse para salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida."

C.L.

Indexed Beauty or Jessica Hagy, marry me!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

A Menina que Roubava Livros

Há uma parte do livro em que a menina lhe dá um abraço, e o homem retribui escrevendo para ela um livrinho ilustrado de treze páginas.
Só se você entender muito de abraços e livros vai saber porque chorei.

domingo, 27 de janeiro de 2008

Lembrando de honrar o invisível

O que faz andar o barco
não é só a vela enfunada,
mas o vento que não se vê.

Platão
"Amor será dar de presente ao outro a própria solidão?"

C.L.
Sim, eu sei, eu tinha dito que ia passar o dia aqui. Menti. Desliguei o computador e fui ler.

Você devia fazer o mesmo... vir aqui, que idéia! Francamente, vá fazer algo útil! ; )

Eu gosto de você.

Mais chá?
Try again. Fail again. Fail better.

Beckett

Rue Mouffetard, 1954. Cartier-Bresson.

Siiiiiim, hoje é um daqueles dias que eu vou passar inteiro aqui, feeding this blog with shit!
Quer um chá?
Dona Amália tocava piano e fazia o melhor bolo de fubá do mundo. Ouvi dizer que pintava, mas que deixou quando ficou viúva. Não tiveram filhos, não porque não o quisessem; dizem que dona Amália era estéril – nada mais triste do que uma metáfora que não dá frutos. Dizem que a família do seu Rodolfo aconselhava-o a largar dela. Parece que numa festa de Natal, os ânimos meio altos, seu Rodolfo deu um soco num primo que fez tal insinuação, e nunca mais se falou no assunto. Seu Rodolfo morreu ao lado dela. Um dia simplesmente não acordou. Infarto agudo do miocárdio. Dizem que foi preciso três pessoas para separar uma dona Amália histérica do corpo; parece que teve até convulsão, a coitadinha. Dizem que ela nunca mais foi a mesma. “Morreu de amor” - diz dona Jurandira. Mas dona Jurandira é uma romântica, todo mundo sabe que foi insuficiência renal.

Simplesmente

desculpe, sim?
Sim, eu vou morrer afogada em cinismo. Não jogue uma bóia: morderei-a qual cão raivoso até que ela afunde.

(Siiiiiim, hoje é um daqueles dias em que nem eu me agüento. Believe me, você não gostaria de estar aqui.)
(antes que alguém mande condolências doridas à família de dona Amália, já aviso que ela era viúva, não tinha filhos e é só uma metáfora)

Honestamente...

Tá, o Heath Ledger morreu, pessoal.
A dona Amália, aqui do 407 também.

Porra, e daí?!

sábado, 26 de janeiro de 2008

Não é putaria, é poesia!

Delírio

Nua, mas para o amor não cabe o pejo
Na minha a sua boca eu comprimia.
E, em frêmitos carnais, ela dizia:
– Mais abaixo, meu bem, quero o teu beijo!

Na inconsciência bruta do meu desejo
Fremente, a minha boca obedecia,
E os seus seios, tão rígidos mordia,
Fazendo-a arrepiar em doce arpejo.

Em suspiros de gozos infinitos
Disse-me ela, ainda quase em grito:
– Mais abaixo, meu bem! – num frenesi.

No seu ventre pousei a minha boca,
– Mais abaixo, meu bem! – disse ela, louca,
Moralistas, perdoai! Obedeci...
.........
Bilac. Sim, Bilac. Mostrando que "beijar" também é uma forma de arte.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Minha mãe, tirando as folhas secas da plantinha e colocando de volta na terra do mesmo vaso, rindo e dizendo: "Será que dá planta louca?"

Sério, as pessoas ainda se surpreendem de que eu sou nerd?!

Roubado lá do ZOO

Rolou toda uma identificação.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Eu quero! Eu quero! Eu quero!

Um Darwin de pelúcia! Comprem aqui e me dêem de presente! ; )

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Toda vez que falta luz acendo uma vela para o Thomas Edison.
Saudade.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Ai, Fal, agora hiperventilei!

Oh, don't go crushing my dreams like that!!!

A gente aprendeu na cadeira de atenção primária à criança que crianças extremamente negligenciadas emocionalmente apresentam problemas de desenvolvimento, inclusive físicos.
A pessoa precisa receber amor o suficiente para poder crescer.

domingo, 20 de janeiro de 2008

Clique aqui. Não, sério.

Acrobata

A rede de amigos é que salva a minha vida.
Macaquinhos.
Hoje acordei triste.

sábado, 19 de janeiro de 2008

Roubado lá do ZOO

Nota Mental #502

Não eliminar a segunda dose diária do remédio por conta própria.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Remexendo meus alfarrábios - como parte da escavação arqueológica em busca da minha auto-estima – me deparei com um textinho que fiquei com vontade de repostar. Me desculpem, vocês – pessoas que já me lêem desde os tempos da Caverna - pela falta de originalidade, mas é que cheguei à conclusão de que o texto não só ainda significa muito para mim como ainda por cima ganhou algumas dimensões novas. Foi escrito em função de uma frase que Danie Fleur havia postado, e que é aquela ali entre aspas:

Da solidão crônica e outras inevitabilidades

"Um solitário crônico se sentirá sozinho em qualquer lugar do mundo."
Um solitário crônico se sentirá sozinho mesmo quando rodeado de pessoas.
Um solitário crônico se sentirá sozinho principalmente quando rodeado de pessoas.
Um solitário crônico tenderá a longos períodos de silêncio.
Um solitário crônico terá, às vezes, um jeito melancólico de sorrir, já conhecido de seus velhos amigos.
Um solitário crônico e sua câmera fotográfica podem ser reconhecidos a longa distância.
Um solitário crônico se sentirá estrangeiro em seu próprio país.
Um solitário crônico se sentará diante da sua taça de café em um lugar qualquer do mundo, olhará em volta e se sentirá irmanado aos outros solitários que estarão ao redor. E o contato quase se fará, mas não terá sido mais do que uma ilusão.
Um solitário crônico provavelmente terá lido muitos livros antes de estar pronto para perceber que é um solitário crônico.
Um solitário crônico irá ao Museu do Louvre em algum momento da sua vida. Um solitário crônico deve ir ao Museu do Louvre em algum momento da sua vida. Ou sonhará com ele sem saber onde está.
Um solitário crônico verá um casal apaixonado num parque, numa tarde ensolarada de sábado, e perceberá aquele breve segundo em que os olhos de um se distraem, enquanto os olhos do outro ainda o miram com devoção.
Um solitário crônico se apaixona. Ele sempre se apaixona. É para poder pensar que se curou. Mas a solidão crônica não tem cura.

Diquinha

Chá verde Nangilima. É com flores de laranjeira, lá dá Tee Gschwencomoéqueeuvouaprederessalínguaqueésóconsoantemeudeus.

Oooooon...

Proust tinha razão

Minha Irmã fez escala em Paris, então aproveitou e trouxe para nós um pacotinho de madeleine. Visualmente não tinha absolutamente nada a ver com o que eu tinha na minha cabeça. Eu me lembrava de uma espécie de biscoito, e na verdade a madeleine é um bolinho... mas o gosto e o cheiro, o cheiro, meu deus!... Voltei a ter dois anos.

(Estranhamente, eu me lembrava perfeitamente da textura do plástico que dá estrutura à embalagem. Vai entender...)

.........
: (
: ( Ela foi embora ontem.
: (

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Welcome back, I missed you!

sábado, 12 de janeiro de 2008

Ok, desisti de entender os marimbondos. Jamais saberei o que o Universo estava tentando me dizer.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Maritzélio

Amigos: pessoas especiais com quem se troca eu-te-amos.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Da Série Diálogos

- Oi.
- Oi.
- ...
- ...
- ...
- Que foi?
- Tô péssima.
- Aconteceu alguma coisa?
- Não.
- Então só podem ser duas coisas, porque só existem duas coisas que te estressam: o mundo e o universo. É qual dos dois dessa vez?

: )

Aprendendo a pedir ajuda

Não é tão difícil assim, after all.

Endless fun

Flutuações bizarras de humor são uma delícia.

Sadness, 1864. Julia Margaret Cameron.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Pronto, pronto. Oooon, já passou, tô aqui, pronto.
Eu sei, eu sei, é horrível viver longe de mim.
; D

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Pessoas queridas,

estou indo para a Morada dos Hobbits. Desaparecerei.
Fiquem bem.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Da série Diálogos

- Sei lá, na festa de ano novo eu tava muito sentimental, deve ter sido aquela meia garrafa de champagne, não precisa muito para me deixar sentimental.
- Quem, tu? Tu fica sentimental com um gole d'água!

Maritza for dummies em duas frases

- Ah, claro, esse é o cara que inventou o domo geodésico... O que é o domo geodésico?

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Fallen Sheet, 1940s. Manuel Alvarez Bravo.

Sim, eu sei: o champagne, a champagne, o champanhe, a champanha.

Metam o dicionário no rabo, sim?
Pela atenção, obrigada.
Alguma coisa me diz que eu deveria estar escrevendo mensagens sentimentais de ano novo. Pensei numas duzentas ontem à noite. Deve ter sido a champagne.

Da Série Coisas que eu gostaria de ter escrito

"O nosso querido Cláudio Luiz Ribeiro, da primeira turma do curso, nos lembrou que prazer não está obrigatoriamente ligado à arte. Nem sempre é prazeroso criar uma obra de arte. E o Cláudio Luiz tem sempre razão. Que o diga Camille Claudel. E nem sempre é prazeroso vê-la. Quem já viu a Guernica ao vivo e a cores, sabe do que eu falo. Não dá prazer. Dá medo. Dá raiva. Dá vontade de sair correndo e salvar a vida do seu filho, e só dali umas 4 quadras você se dá conta que não tem filhos e que roubou o filho duma turista alemã."

Mas quem escreveu foi ela.

Então tá, Renato.

"E aos vinte e nove com o retorno de saturno
Decidi começar a viver"
- Feliz 2008, fétida!
- Feliz 2008, purulenta!

Amém, Gonzaguinha!

Eu fico com a pureza da resposta das crianças
É a vida, é bonita e é bonita
Viver e não ter a vergonha de ser feliz
Cantar.. (E cantar e cantar...) A beleza de ser um eterno aprendiz
Ah meu Deus!
Eu sei... (Eu sei...) Que a vida devia ser bem melhor e será
Mas isso não impede que eu repita
É bonita, é bonita e é bonita

Viver e não ter a vergonha de ser feliz
Cantar.. (E cantar e cantar...) A beleza de ser um eterno aprendiz
Ah meu Deus!
Eu sei... (Eu sei...) Que a vida devia ser bem melhor e será
Mas isso não impede que eu repita
É bonita, é bonita e é bonita

E a vida?
E a vida o que é diga lá, meu irmão?
Ela é a batida de um coração?
Ela é uma doce ilusão?
Mas e a vida?
Ela é maravilha ou é sofrimento?
Ela é alegria ou lamento?
O que é, o que é meu irmão?

Há quem fale que a vida da gente
É um nada no mundo
É uma gota, é um tempo
Que nem da segundo,
Há quem fale que é um divino
Mistério profundo
É o sopro do Criador
Numa atitude repleta de amor
Você diz que é luta e prazer;
Ele diz que a vida é viver;
Ela diz que o melhor é morrer,
Pois amada não é
E o verbo sofrer.

Eu só sei que confio na moça
E na moça eu ponho a força da fé
Somos nós que fazemos a vida
Como der ou puder ou quiser

Sempre desejada
Por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte
Só saúde e sorte

E a pergunta roda
E a cabeça agita
Fico com a pureza da resposta das crianças
É a vida, é bonita e é bonita

Viver e não ter a vergonha de ser feliz
Cantar.. (E cantar e cantar...) A beleza de ser um eterno aprendiz
Ah meu Deus!
Eu sei... (Eu sei...) Que a vida devia ser bem melhor e será
Mas isso não impede que eu repita
É bonita, é bonita e é bonita.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Sim

Eu preciso desse tempo aqui, em silêncio. Porque é ótimo jantarchurrascoamigosecreto(ganhei cremes perfumados, tão bom!)festadenatal, e eu gosto muito, realmente gosto muito de todas essas pessoas. E ontem foi especial, porque ontem ela me abraçou, e ela está com uma barriga linda!, e eu sabia que estava ganhando dois abraços ao mesmo tempo. Mas, desculpem, é um bocado de esforço tudo isso tantas vezes. E eu preciso desse tempo aqui, para meditar, para escrever, para tentar fazer sentido, para cicatrizar um pouco, para descansar outro tanto. Preciso finalmente me sentir cansada e parar o reflexo de me defender de tudo. Provavelmente a melhor coisa seria voltar para os braços das pessoas do “meu mundo”. Mas não agora. Preciso de tempo, o meu tempo. Preciso que a vida ganhe de novo o meu ritmo, o meu jeito, preciso colocar muitas coisas no papel, preciso tirar outras tantas dele. Preciso, sim, das pessoas que eu amo, mas não imediatamente. Preciso antes daquele espaço. Aquele espaço dentro de mim que ficou dolorido demais. Preciso daquele silêncio que sobra quando as pessoas todas estão fora de casa. Preciso de um pouco de música, mas não tanto que ocupe o lugar que eu tenho que reencontrar. Preciso conciliar as várias coisas dispersas que se espalham pelo chão quando eu penso demais. Preciso perdoar muitas coisas e ficar braba com outras tantas e nunca perder de vista o que eu sou capaz de fazer, porque isso é ainda mais importante do que o que eu vim buscar.

Foi um ano difícil.

E ainda assim eu tenho tanto para agradecer.

Cara, que pérola isso aqui!

"Mestre Delih Responde
Mestre,
Serei bem objetiva: não sou bonita. E embora não me lamente nem me faça de vítima, pois sei que tenho diversos outros talentos que não a beleza, gostaria de saber sua opinião sobre o assunto. Então responda sinceramente: beleza é fundamental?
Joana

Cara Joana,
Uma coisa é certa: as pessoas bonitas tendem a ser melhor tratadas e a receber mais atenção por parte de todos. Isso é um fato. E acontece desde a mais tenra infância. Portanto, num certo sentido a vida é mais fácil, sim, para as pessoas belas. Entretanto, justamente porque a existência é mais áspera para aqueles desprovidos de beleza, eles tendem a desenvolver outros talentos, a ser pessoas mais questionadoras e portanto mais agudas de pensamento do que os muito belos. E neste ponto você deve estar se perguntando: será verdade que o Mestre Delih está escrevendo um texto na linha Polliana? Ao que eu respondo: não estou, não. Porque não se iluda: as pessoas bonitas são indiscutivelmente mais felizes.

Mestre Delih
Está chupando limão."

Na recém encontrada fonte de alegria Uma Dama Não Comenta.

Epifania

Eu sou uma idiota completa.

O filho do Escher?

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Então é Nataaaaal...

Morávamos no outro apartamento. Eu era criança. As festas de natal já eram lá em casa, sempre foram. Nessas ocasiões, eu costumava passar a maior parte da noite escondida atrás do sofá. Eu levava para lá os brinquedos que tinha recém ganhado, mais o prato com a janta e um copo de refri. Eventualmente, eu seqüestrava uma garrafa inteira, o que possibilitava uma freqüência ainda menor de saídas de trás do sofá. De tempos em tempos, quando as pessoas começavam a perguntar onde eu estava, eu aparecia, ficava um pouco com a família e, quando achava que a barra estava limpa, voltava para trás do sofá...

Sim, hoje muita coisa mudou. A família encolheu, o apartamento é outro e o sofá também. Hoje passo a festa com as pessoas de quem gosto, e ficamos juntos, e sinto saudade do meu avô, e sinto saudade do meu primo, e às vezes é ruim, mas a maior parte do tempo é bom.

Se eu aprendi a estar com as pessoas? Não. Isso tudo é só porque eu não caibo mais atrás do sofá.

sábado, 22 de dezembro de 2007

Ambições

As crises de falta de ar acabaram, agora só preciso conseguir dormir.

Oh, Bill, I always knew you loved me!

William Shakespeare

If music be the Maritza of love, play on.

Which work of Shakespeare was the original quote from?

Get your own quotes:



(Tá, agora parei mesmo)

Than figs, at least

William Shakespeare

O excellent! I love Maritza better than figs.

Which work of Shakespeare was the original quote from?

Get your own quotes:



(Tá, parei)

Adorei esse negócio, Telinha!

William Shakespeare

Presume not that I am the Maritza I was.

Which work of Shakespeare was the original quote from?

Get your own quotes:

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Tô processando tanta coisa que eu acho que o meu cérebro vai explodir.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Roubado do Orkut da Rezinha

May the sun bring you new energy every day.
May the moon softly restore you by night.
May the rain wash away your worries.
May the breeze blow new strength into your being.
May you walk gently through the world and know its beauty all the days of your life.

Apache Blessing

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Promessa

Como o calor de uma ausência recente.
Como a onda que molha a areia e depois recua.
Como o perfume de um estranho que nos lembra um momento bom.
Como a canção que uma criança balbucia enquanto brinca.
Como o silêncio que fica depois que a gente termina de rezar.

Eu vou estar aqui.

Sabedoria televisiva

The goal in life is not to eliminate misery, it's to keep misery at the minimum.
House M.D.
Will you, won't you, will you, won't you, will you, won't you join the dance?
(São as minhas férias, não tenho autorização para ficar triste...
Vou ter que requerer uma, em três vias, no departamento de Depressão, formulário preto, guichê um. Ou vou acabar sendo autuada.)

\o/ \o/ \o/ \o/ \o/

Minha irmã chega hoje!!!

sábado, 15 de dezembro de 2007

I had fun

There is no sin except stupidity.
Oscar Wilde

FÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉRIAS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

O pior, mas o pior mesmo

é que eu entendo.
Não muda nada, não ajuda em nada, não resolve nada.
Mas eu sei exatamente o que está acontecendo.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Além de fonte para pesquisa ou deleite literário, a lírica galego-portuguesa do séc. XIII pode servir ainda – e servirá – como um interessante pretexto para essa breve e imprecisa reflexão a respeito do uso dos termos amigo/amiga. À época citada, as palavras amigo/amiga guardavam um duplo e belo sentido mais próximo do seu original. Em latim, Amicus não apenas denotava aquele por quem se tinha amizade, mas servia também para designar um favorito, um protetor, o homem amado. Amica, por sua vez, era aquela que ama, a amante, a amada. Ambos derivavam do verbo amare, que dispensa traduções.

Nas cantigas medievais galego-portuguesas, esse significado se preserva: o Eu-lírico feminino das Cantigas de Amigo utiliza indistintamente as palavras amigo/amado para referir-se ao seu objeto de afeição. Acostumado ao sentido distinto dos termos, o leitor contemporâneo talvez se confunda com isso, mas em pouco tempo percebe que a sua leitura ganha uma beleza adicional: o poema acaba por lhe oferecer a delicadeza de fundir os dois tipos de amor. O mesmo se passa nas Cantigas de Amor, nas quais o Eu-lírico masculino se refere igualmente a uma amiga/amada. (Ele se refere a ela, no entanto, principalmente como senhora, o que abre uma outra série de matizes que não nos interessa discutir aqui.)

O fato é que o duplo sentido do termo se conservou por longo tempo até que amigo/amado concentrassem significados diversos. Ainda no séc. XIX, Moraes e Silva considera amante como o segundo sentido do verbete amigo; amiga traz imediatemento o sentido de amásia, concubina. Apenas nos nossos dias os significados divergem no linguajar comum, mas ainda assim os dicionários conservam a origem e o sentido especial da palavra amigo.

É interessante observar que no francês deu-se fenômeno diverso, o duplo sentido conservou-se: petit ami/petite amie (literalmente pequeno amigo/pequena amiga) significam igualmente namorados, amados, amantes.

Acompanhar as palavras através dos séculos pode exigir um bocado de paciência e dedicação; para o verdadeiro filólogo, no entanto, não há nada mais fascinante.

Prêmio Adubo Orgânico 2007

Só faço merda.