sábado, 8 de setembro de 2012

Então voltei porquê, né.

Agora tô aqui.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

terça-feira, 3 de abril de 2012

"Não há necessidade do uso da força para subjugar o outro; meios sutis, repetitivos, velados, ambíguos podem ser empregados com igual eficácia. Atos ou palavras desse tipo são muitas vezes mais perniciosos que uma agressão direta, que seria reconhecida como tal e levaria a uma reação de defesa. Marie-France faz uma severa crítica aos psicanalistas que consideram que as mulheres que permanecem na relação experimentam uma satisfação masoquista em ser objeto de sevícias. “É preciso que esse discurso alienante cesse, pois, sem uma preparação psicológica destinada a submetê-la, mulher alguma aceitaria os abusos psicológicos e muito menos a violência física.”
(...)Compreender por que se tolera um comportamento intolerável é também compreender como se pode sair dele."

A mesma psicanalista falando sobre a violência conjugal.
"A idéia, tão valorizada e difundida pelo amor romântico, de que devemos buscar um parceiro que nos complete só contribui para que não enxerguemos o óbvio: a solidão é uma das nossas características existenciais. Aceitar isso talvez seja o primeiro passo para relacionamentos amorosos mais ricos e criativos, longe da expectativa de que o outro nos livre da condição de seres solitários."

Regina Navarro Lins sobre o medo da solidão.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Meu coração transatlântico pode ter uma enorme dificuldade de mudar de rota, mas nunca naufragou, mesmo esbarrando em icebergs. Um dia talvez ele afunde, mas, se afundar, vai ser com a orquestra tocando.
(E enquanto ele não aporta, sigo à deriva.)

segunda-feira, 5 de março de 2012

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Hai-Kai de despedida

Tua ausência mora nos meus braços.
E do nunca acabar de não te abraçar
cansei.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Poucas coisas são tão subversivas quanto sentir prazer livremente.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Colega, se você quer tomar uma ceva no bar da esquina defronte ao hospital, beleza, mas TIRA A PORRA DO JALECO!
Pela atenção, obrigada.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

E voltamos com nossa programação normal.

Com vídeos esparsos, imagens variadas, reflexões profundas ou ridículas, textos originais - ou não, choraminguinhos e citações pseudocult.

Sei que ninguém perguntou, mas para mim é isso.

Essa polêmica já tá para lá de chata e talvez tenha sido exagerada. Não, parece que não houve estupro, mas aparentemente configurou-se uma situação de abuso. Sim, existem problemas infinitamente mais graves no mundo, mas quando uma situação de abuso é veiculada em rede nacional, acho melhor que cause o escândalo que causou do que passe indiferente. Não assisto BBB e tudo o que e vi foi um trecho de um vídeo postado no Facebook por um colega. Minha impressão: a moça ali parece não estar curtindo o que está acotecendo e parece estar meio alta mesmo. Se a pessoa de fato estava alcoolizada e não sabia direito o que estava acontecendo, sim, isso é uma situação de abuso e, sim, deve ser punida como tal, mesmo que ela tenha flertado com ele mais cedo. Flerte não é autorização para ser bolinada quando você já estiver mais para lá do que para cá, assim como saia curta não é convite para estupro. Me abisma que essas discussões sequer se configurem, mas a humanidade é assim.

A polêmica se arrasta, dá um ibope enorme para merda da Globo e provavelmente não vai chegar em lugar nenhum, mas e nós o que aprendemos, amiguinhos, com o episódio de hoje? Aprendemos que o BBB é um lixo de programa e que deveria ser suspenso? Nããããããão, isso a gente já sabia. O que aprendemos é que, quando você estiver com vontade de se esfregar em alguém, só faça isso se a pessoa estiver de plena posse das suas faculdades mentais e consensualmente engajada na esfregação (chantagear, ameaçar ou espancar desconfigura consensualidade e caracteriza violência, portanto, evite). E não, isso não é porque as mulheres são coitadinhas (não o são) ou os homens são tarados (tampouco), nem porque o rapaz do episódio era negro, nem coisa nenhuma. Isso é simplesmente uma questão de liberdade e respeito em relação ao próprio corpo e ao corpo do outro. Tanto faz quem seja o esfregador e quem seja o esfregado, serve para qualquer gênero, cor de pele, orientação sexual, classe social, origem étnica, crença religiosa ou sabor do gloss de frutas. A criatura está bêbada? Está incerta do que está se passando? Não se esfregue nela. Seja uma amiga, seu namorado, o cachorro ou um quiabo, não se meta em uma situação duvidosa e de péssimo gosto, porque ela é, sim, abusiva.

Vamos, portanto, nos esfregar uns nos outros todos por vontade própria e plenamente conscientes, e sejamos homens, mulheres, transgêneros, cachorros e quiabos* muito mais felizes!

O que eu acho do BBB e dessa merda toda? Que muito mais do que expulsar o sujeito lá, o programa inteiro deveria ser suspenso, implodido e nunca mais acontecer, porque é , e sempre foi, um lixo. Desculpaí se você curte, eu tenho direito à minha opinião e não adianta me cobrir com o edredon.

Namastê para você também, beijo e tudo de bom. May the force be with you.

*A ordem acima não configura de forma alguma uma hierarquia. Caso configurasse, começaríamos, evidentemente, pelo quiabo.

Da série Diálogos

- Bá, "Os Reis do Mambo", esse tu desenterrou das profundezas!
- Pior! Mas como é que tu te lembra desse filme? Isso era o quê? 1994?

Jamais contarei para essa pessoa que tenho 33 anos.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Transforma-se o amador na cousa amada,
Por virtude do muito imaginar;
Não tenho logo mais que desejar,
Pois em mim tenho a parte desejada.

Camões, há 500 anos dizendo tudo.