domingo, 31 de agosto de 2008

Not a rethorical question

Is making someone laugh the same as making love to his/her soul?


('cause if it is, I'm a spitirual slut!)

Uma bússola não seria melhor?

A única razão para se ter um terapeuta é que se pode ter a vantagem de se perder junto a alguém com experiência de perder-se muitas vezes.

Jorge Stolkiner

sábado, 30 de agosto de 2008

"You forgot to kiss my soul."

Pictures of walls

Tirinhasblog, por uns tempos

E post secret e figurinhas e talvez brincadeirinhas.
Só deus sabe quando voltaremos à nossa programação normal.

Stay tuned.
(Or don't)

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Oooooon...

Coloque a vírgula

Se o homem soubesse o valor que tem a mulher andaria de quatro à sua procura.

Update:
Se você é mulher, tende a
"Se o homem soubesse o valor que tem a mulher, andaria de quatro à sua procura."

Se você é homem, tende a
"Se o homem soubesse o valor que tem, a mulher andaria de quatro à sua procura."

Gramaticalmente, ambas estão corretas.
Semanticamente, só a primeira. ; D

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

domingo, 24 de agosto de 2008

entrei na sala
onde você trabalha
estava vazia sentei
na sua mesa
vi o sol se pôr
do seu ponto
de vista

- Fabrício Corsaletti -

(Porque esse foi um dos poemas de amor mais lindos que eu já li)

Update
Em tempo: a dica do autor foi lá da Cris. É só googlear o cara por aí. Gostei muito.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Acho que vou ficar uns dias sem vir aqui, porque agora encabulei.
Tô cansada de tentar ser do jeito que eu acho que as pessoas querem que eu seja. Desculpe se não sou do jeito que você gostaria, desculpe se não faço o que você gostaria que eu fizesse. Talvez o que eu realmente sou não seja o suficiente para você, mas a verdade é que faço uma quantidade enorme de merda tentando cumprir um papel que eu nem sei bem qual é.
Cansei.
Tudo o que eu consegui tentando “cumprir tarefas” foi um enorme sentimento de solidão, e essa sensação de “viscosidade” que me impede de sentir o amor das pessoas que realmente me amam.
É verdade, eu sou bastante pequena, apesar de todo o meu tamanho. E isso é a coisa que eu mais tenho aprendido agora; minha pequenice. Minha não-nadice de ser coisa nenhuma.
Desculpe se lhe decepciono. Não sou grande coisa, não sou tudo isso.
Sou só milhopã velho com fanta uva quente e um bocado de perplexidades. Mas talvez assim eu tenha uma chance. Talvez – finalmente – a partir daqui, eu consiga ser algo da qual eu mesma seja capaz de gostar.
* * *
Tem dias que eu sinto falta de coisas que eu nunca tive.

E não sei se nunca tive porque não existe, ou se nunca tive por falta de coragem minha. Ou ainda se nunca tive por achar que não mereço.

Quer ouvir um segredo? Faz pouco, muito pouco tempo que eu descobri que mereço ser bem tratada. E mesmo assim ainda não me acostumei bem com a idéia.
Talvez isso pareça triste para você; para mim, parece uma grata surpresa.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Se eu rezar por você, você reza por mim?

Vou tentar dormir agora.
Grandes extensões de silêncio ajudam.
Rir com as pessoas também.
Como fazemos para que ser humano seja suficiente? Como suportar a própria dor da mortalidade, a angústia da arbitrariedade absurda da doença e da morte, e ainda assim conseguir chegar até o outro e permanecer lá o tempo que for necessário?

Às vezes me assusta tanto que tenho dificuldade de tocar as pessoas.
E não é que tenha me surgido algo novo, não é que eu tenha percebido algo que não soubesse a meu próprio respeito, é simplesmente que isso se tornou de uma intensidade tão grande, que eu perco a noção de como é interagir com os outros.
E, por favor, não me diga coisas do tipo "e tu ainda por cima quer fazer oncologia?!?!"

Quem vai morrer hoje?

Tem sido difícil, várias coisas têm mexido muito comigo, e eu não tenho conseguido escrever nem fora do blog. Às vezes tudo perde um pouco o sentido. Às vezes me dá uma sensação de fragilidade tão aguda e absurda que eu acho que vou começar a chorar, mas chorar, por alguma razão, também não tem sido possível. Às vezes penso que se eu prestar bem atenção na grande delicadeza das coisas, vai ficar mais fácil, mas ainda não consegui.
Difícil lidar com o óbvio da enorme fragilidade de tudo.
Ficou difícil até de abraçar as pessoas.
É como se alguma coisa dentro de mim tivesse se desorganizado, e eu agora preciso reorganizar tudo de alguma outra maneira, porque do modo anterior se tornou impossível.

Não é fácil ficar perto da morte. Existe outro jeito de aprender a viver de verdade?

Desculpa aí, pessoal, foi mal.

Juro que tô tentando parar de reclamar, sério mesmo. Porque eu sei que não tem o menor cabimento. Sim, tô com uma bursite que tá me doendo um pouco, e a fasceíte plantar voltou a incomodar, mas não tem o menor cabimento reclamar de coisa nenhuma.

Há dois dias fomos conversar com uma paciente da minha idade. Ela tem esclerose múltipla. De janeiro para cá, perdeu a capacidade de caminhar. O professor teve que segurá-la para que ela pudesse se levantar e dar uns passos. Eu já disse que ela tem a minha idade? Já perdeu a sensibilidade nos pés. O diagnóstico ainda não está estabelecido, mas tudo indica que seja esclerose múltipla mesmo. Segundo vimos na ressonância, ela está com várias lesões no encéfalo e uma maior na cervical. Não consegue nem ficar em pé sozinha e tem uma série de alterações de força, movimento e sensibilidade tanto em membros superiores quanto em inferiores. Contei que ela tem a minha idade, né... na verdade ela não tem exatamente a minha idade, na verdade é dois anos mais velha. Fez aniversário domingo passado.

O que eu faço com isso?

sábado, 2 de agosto de 2008